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Mostrando postagens de outubro, 2017

Despedida

Acordei de madrugada achando que já era tarde. O relógio na cabeceira da cama marcava 5:30 da manhã. Mas não tinha importância porque eu sempre me atrasava pra chegar no trabalho. Então, acordar um pouco mais cedo só podia ser vantajoso. Me arrumei e tomei aquele café da manhã de serviço de bordo, típico de quem mora sozinho e não tem paciência pra fazer qualquer coisa muito cedo. Mesmo quando eu tentava não pensar nisso, mesmo me educando mentalmente todos esses meses, era inevitável pensar nela. Ela, cuja ausência era sentida em cada canto da casa, em todo minuto da rotina. Sentia falta dela queimando demais o pão na frigideira, das músicas que ela escolhia no carro quando íamos pro trabalho juntos. Da forma como ela dobrava as minhas roupas na gaveta, do cheiro de laranja que ficava no banheiro quando ela lavava os cabelos longos e cacheados. Todos os dias não estar com ela era uma...

Chega! Eu não aguento mais!

Quem costuma estudar muito ou trabalhar muito tá acostumado a se sentir mentalmente exausto, como  se seus neurônios fossem derreter ou entrar em curto. O cansaço mental é pior do que o cansaço físico. Este último passa com algumas horas de sono, mas pro primeiro às vezes nem deitar a cabeça no travesseiro adianta – você está tão esgotado, mas seus problemas ainda ocupam espaço na sua mente e atrapalham toda sua noite de sono. Tem gente que, quando finalmente consegue dormir, até sonha com os problemas – ou melhor, tem pesadelos com eles. Todo período na faculdade tem pelo menos uma matéria que me faz ter crise de ansiedade só de pensar na prova. E quando essa prova estiver perto, vai ser uma tortura. Todo período eu digo que vai ser diferente. Que eu vou me acalmar e não me desesperar com a quantidade absurda de matéria que eu preciso aprender em poucos dias. Que eu v...