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Mostrando postagens de dezembro, 2012

Oceano

De repente, eu pisquei e a garotinha de olhos curiosos e sorriso travesso não estava mais lá. Eu a tinha perdido. Só não sabia se era mais no sentido físico ou no emocional. Tanto fazia agora, porque ela tinha sumido.  Passei aflita o olhar por todos aqueles rostos com fisionomias apressadas, sonolentas, inquietas. Mas nenhum deles era o dela. Nenhum tinha aquele jeito de quem quer ser adulto, mas continua inocente como uma criança de cinco anos e de quem tenta abraçar o mundo ao mesmo tempo que constrói uma muralha pra se proteger dele. A menina, a minha menina, não estava em lugar nenhum.  Eu não conseguia me lembrar de quando a tinha perdido. Quando foi que ela parou de ficar do meu lado, quando parei de ter controle dos seus passos? Que dia, em que lugar, em que batida do ponteiro do relógio ela não estava mais aqui? Entre quais segundos ela tinha escapado pelos meus dedos? Foi preciso eu piscar mais algumas vezes até o momento interminável acabar. Me dei conta de q...